CLDF : Audiência pública debate via de ligação entre Riacho Fundo I e II

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Em discussão, a construção de uma via margeando o Parque Ecológico do Riacho Fundo.

Demanda antiga dos moradores do Riacho Fundo I e II, a pavimentação de via de ligação entre as duas regiões administrativas foi tema de audiência pública remota da Câmara Legislativa na manhã desta segunda-feira (3). Atualmente, a estrada é precária e se encontra dentro de uma área de proteção ambiental (APA) de responsabilidade do Ibram. A proposta discutida na audiência é a construção de uma pista alternativa, margeando o Parque Ecológico do Riacho Fundo e desativando a via que passa pela área de conservação.

A proposta agradou a muitos moradores, que clamam por “progresso”. Dalva de Almeida, do Educandário de Maria, por exemplo, reclamou dos buracos da pista atual e disse que a alternativa “é de suma importância para o progresso da nossa sociedade”. O empresário Gustavo Resende concordou e acrescentou: “Não vejo impactos ruins, a população tem de entender que poderemos gerar mais empregos e dignidade”.

Contudo, a proposta não é consensual. Moradores e alguns empresários da Avenida Sucupira, por onde passará a pista pavimentada, defendem que o alto fluxo de veículos poderá inviabilizar o comércio na localidade. “O acesso de entrada e saída ficará inviável. As pessoas não terão como parar os carros para fazer compras”, argumentou João Dimmy. Ele ainda reclamou que a grande quantidade de monóxido de carbono vai afastar as pessoas da pista de cooper do parque. Outros ainda manifestaram preocupação com a infraestrutura de águas pluviais naquela área.

À frente da discussão desta manhã, o presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da CLDF, deputado Valdelino Barcelos (PP), garantiu que a proposta será melhor discutida com toda a população, “sem atropelar nada”. E ponderou que a construção da via alternativa “dará mais segurança e comodidade”.

A proposta

O chefe da Seção de Projetos da Novacap, Elias Maia El Zayek, explicou que a via em debate terá cerca de 2km e ficará fora dos limites do parque ecológico. O projeto, além de pavimentação, prevê uma ciclovia mista com o passeio, o cercamento entre a via e o parque, e obra de drenagem atendendo às exigências da Adasa.

Como não passa pelo parque e tende a causar menos impactos ambientais, o processo de licenciamento pelo Ibram tende a ser mais célere. Segundo informou o superintendente Alisson Neves, o órgão já está em contato com a Novacap e as administrações regionais: “Estamos trabalhando para permitir avançar de forma sustentável e com o menor impacto possível. A perspectiva da via sem conflito com o parque é muito importante”. E continuou: “Sabemos da expectativa da comunidade, só estamos aguardando alguns documentos relacionados”.

A administradora do Riacho Fundo I, Ana Lúcia Melo, reforçou a importância do projeto e pediu a ajuda de todos. Ela ainda apontou que, enquanto a alternativa não sai do papel, estão sendo realizadas manutenções paliativas na via que já existe. Por sua vez, a administradora do Riacho Fundo II, Ana Maria da Silva, defendeu que a nova pista vai permitir um deslocamento “mais ágil e seguro, sem buracos e atoleiros”.

Também presentes à audiência pública, o líder do governo na CLDF, deputado Hermeto (MDB), se colocou à disposição para “ajudar da melhor forma possível, obedecendo as legislações e ouvindo a comunidade”; e o ex-parlamentar Rôney Nemer argumentou que “toda obra traz desconforto, alguns serão contra, mas depois todos vão agradecer”.

Denise Caputo – Agência CLDF.

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