Caminhada por liberdade: Nikolas Ferreira anuncia marcha de Minas Gerais a Brasília em ato simbólico e pacífico

0
29

O deputado federal Nikolas Ferreira divulgou uma carta aberta ao povo brasileiro na qual anuncia uma caminhada a pé de Minas Gerais até Brasília, com chegada prevista para 25 de janeiro.

Segundo o parlamentar, a iniciativa tem caráter pacífico, ordeiro e simbólico, e busca chamar a atenção para o que classifica como violações de direitos, perseguição política e desequilíbrios institucionais no país.

Na carta, Nikolas afirma que a caminhada não é um gesto de vaidade nem de espetáculo, mas um ato de consciência e compromisso com a liberdade. Ele sustenta que brasileiros presos após os acontecimentos de 8 de janeiro estariam submetidos a processos ilegais, parciais e arbitrários, além de denunciar o que considera uma perseguição sistemática a opositores políticos, citando nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, Filipe G. Martins, Coronel Naime, entre outros.

O deputado contextualiza a mobilização como resposta a um cenário que descreve como de “cansaço moral” da nação, marcado por escândalos recorrentes, avanço do crime organizado e um Estado que, segundo ele, falha em proteger o cidadão enquanto intensifica a cobrança de impostos. Para Nikolas, esse ambiente teria produzido uma paralisia psicológica coletiva, que vai além do medo e se manifesta na inércia social.

A caminhada, afirma o parlamentar, tem como um de seus objetivos pressionar o Congresso Nacional pela derrubada do veto à dosimetria das penas, entendida por ele como medida necessária para garantir proporcionalidade e justiça nas condenações.

Ainda que reconheça que o ato não seja uma solução definitiva, Nikolas defende o valor do simbolismo e do engajamento cívico: “símbolos importam”, escreve.

O texto também reforça que a manifestação respeitará os direitos constitucionais de ir e vir e de livre manifestação, sem intenção de promover crimes ou desordem. “Se os presos do dia 8 e o presidente Jair Bolsonaro se sentirem acolhidos e perceberem que não estão abandonados, cada quilômetro percorrido já terá valido a pena”, afirma.

Ao final, a carta assume tom de convocação cívica, destacando bandeiras como o fim das prisões injustas, da impunidade, da perseguição política e do ativismo judicial. “A liberdade não se pede de joelhos; defende-se de pé”, conclui Nikolas Ferreira, reiterando que a caminhada pretende reacender o debate público sobre justiça, dignidade humana e liberdade no Brasil.

Fonte: Blog Olhar Digital.