Deputado Júlio Cesar Ribeiro reage com indignação à absolvição de acusado de estupro de vulnerável em Minas Gerais

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A absolvição de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, com quem vivia, provocou revolta em todo o país e gerou reação imediata do deputado federal Júlio Cesar Ribeiro, que classificou a decisão como “inaceitável e revoltante”.

O caso ocorreu em Minas Gerais, onde a Justiça reformou a condenação de primeira instância, que previa nove anos de prisão, sob o argumento de que a relação teria sido “consensual”.

A justificativa causou forte comoção social, por contrariar o entendimento legal de que menores de 14 anos são considerados vulneráveis, não podendo consentir em atos sexuais.

Indignação pública

Em manifestação nas redes sociais, o deputado Júlio Cesar Ribeiro expressou profunda revolta com o resultado do julgamento:

Vejam a manifestação: https://www.instagram.com/reel/DVCR5JhiVIq/?igsh=eDF4bzlrNm1rd29n

“O que aconteceu em Minas Gerais revolta qualquer cidadão de bem. Não podemos normalizar decisões que fragilizam quem já é vítima. Crime contra criança é grave, é inaceitável e precisa ser tratado com o rigor da lei. O silêncio nunca será opção.

”Para o parlamentar, decisões como essa colocam em risco a proteção de crianças e adolescentes e podem abrir precedentes perigosos. Segundo ele, o Judiciário precisa agir de forma firme para garantir que abusadores não sejam beneficiados por interpretações que relativizem a violência.

Repercussão nacional

Entidades de defesa dos direitos da criança e do adolescente também se posicionaram contra a absolvição, alertando que o conceito de “consentimento” não pode ser aplicado a menores de idade, pois não possuem maturidade emocional nem respaldo legal para esse tipo de decisão.

Especialistas em Direito Penal reforçam que o Código Penal Brasileiro é claro ao classificar como estupro de vulnerável qualquer relação sexual com menores de 14 anos, independentemente de suposta concordância.

Proteção à infância

O caso reacendeu o debate sobre a necessidade de políticas públicas mais rigorosas de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. Para Júlio Cesar Ribeiro, é dever do Estado agir com firmeza:

“Se a Justiça falha em proteger uma criança, toda a sociedade está em risco. Precisamos fortalecer leis, endurecer punições e garantir que esse tipo de crime jamais seja tratado como algo normal.”

A repercussão do episódio ultrapassa o campo jurídico e se consolida como um alerta social sobre a importância de proteger os mais vulneráveis e impedir que decisões judiciais enfraqueçam esse princípio.

Fonte : Blog Olhar Digital

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Eduardo Magregor
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