Donald Trump nunca desiste: a narrativa do confronto final contra o “deep state”

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MATÉRIA ESPECIAL | ANÁLISE POLÍTICA INTERNACIONAL

Nos bastidores da política internacional, uma narrativa ganhou força entre aliados e apoiadores do ex-presidente dos Estados Unidos: Donald Trump nunca recua. Quem acompanha sua trajetória empresarial, seus livros ou documentários sobre sua vida reconhece um padrão claro Trump é movido pela lógica do enfrentamento e da vitória, mesmo quando o cenário parece totalmente desfavorável.

Essa percepção voltou ao centro do debate após a circulação de alegações envolvendo agentes da DEA (Drug Enforcement Administration) e a situação do presidente venezuelano Nicolás Maduro, descrito por seus críticos como um “ex-tirano”. Segundo versões que circulam em meios políticos e redes alinhadas ao trumpismo, informações sensíveis estariam sendo preservadas e poderiam ter impacto direto no tabuleiro geopolítico.

Importante: trata-se de narrativas políticas e alegações em disputa no cenário internacional, não de fatos oficialmente confirmados pelas autoridades norte-americanas.
Um homem que se acostumou a vencer
Donald Trump construiu sua imagem pública como alguém que não aceita a derrota como destino final. Foi assim no mundo corporativo, foi assim na mídia e, posteriormente, na política. Ao ingressar na disputa presidencial, Trump se apresentou como um outsider, alguém que não fazia parte do chamado “deep state” expressão usada para definir elites políticas, financeiras e institucionais que operariam nos bastidores do poder em Washington.

A reação foi imediata: críticas severas, resistência dentro do próprio sistema e uma pressão midiática sem precedentes. Ainda assim, Trump venceu e chegou à Casa Branca.

Foi durante seu mandato que, segundo seus aliados, ele teria compreendido a dimensão dos interesses que enfrentava. Bilionários, fundos internacionais, lideranças políticas históricas e organizações globais passaram a ser apontados como adversários diretos.

Nomes como George Soros, Barack Obama, Hillary Clinton e setores do Partido Democrata passaram a figurar no centro desse embate narrativo. Perseguição, desgaste e resistência
Trump foi investigado, ridicularizado, processado e alvo de uma campanha midiática agressiva, com o objetivo segundo seus apoiadores de destruí-lo politicamente e moralmente. Ainda assim, ele sobreviveu politicamente.
Resistiu a investigações,
Enfrentou tentativas de prisão,
contestou publicamente o resultado das eleições de 2020. Manteve uma base sólida e mobilizada. Para seus aliados, Trump não venceu todos os inimigos, apenas sobreviveu ao primeiro grande cerco.

Os inimigos estariam expostos?

Dentro dessa mesma narrativa, circula a tese de que informações estratégicas, supostamente relacionadas a figuras do regime venezuelano como Nicolás Maduro e o ex-general Hugo Carvajal poderiam comprometer lideranças políticas internacionais.
A hipótese defendida por setores conservadores é que eventuais delações teriam potencial para revelar conexões entre governos, financiamento político internacional e estruturas ocultas de poder. Essa tese, embora não comprovada oficialmente, é tratada por seus defensores como a peça-chave para “drenar o pântano”.

“Eles sabem. Trump sabe. E outros líderes globais também sabem”, repetem analistas alinhados a essa visão.

A retórica da revanche política
Para os apoiadores mais fervorosos, Donald Trump sabe exatamente quem são seus adversários e estaria apenas aguardando o momento certo para agir politicamente. Não se fala, nesse discurso, em vingança pessoal, mas em reconstrução de poder, exposição de narrativas falsas e retomada de controle institucional.

A retórica é clara:

Trump acredita que houve fraude eleitoral em 2020. Afirma conhecer quem tentou removê-lo definitivamente do jogo político. Sustenta que há uma engrenagem internacional atuando contra ele. E aposta que revelações futuras podem abalar esse sistema.

O que vem a seguir?

Entre fatos, versões, disputas narrativas e guerra de informação, uma coisa é inegável: Donald Trump continua sendo um dos personagens mais polarizadores e imprevisíveis da política mundial. Para seus aliados, ele está longe de encerrar sua história. Para seus adversários, o perigo é exatamente esse. A política global segue em ebulição e o nome Trump continua sendo um epicentro de tensão.

Jornalismo responsável exige separar fatos confirmados de narrativas políticas, oferecendo ao leitor contexto, análise crítica e transparência sobre o que é alegação e o que é comprovação.

Fonte: Demis Viana “Mundo Secreto”.