O deputado federal Júlio Cesar Ribeiro voltou a se manifestar publicamente contra o que classifica como reiterados ataques à fé cristã em manifestações culturais financiadas com recursos públicos.
Desta vez, o foco da crítica foi o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, apresentado na Marquês de Sapucaí.
Segundo o parlamentar, não se trata de censura à arte ou ao Carnaval, mas de questionar o uso de dinheiro público para conteúdos que, em sua avaliação, desrespeitam símbolos, valores e crenças cristãs, ao mesmo tempo em que exaltam autoridades políticas em exercício.
“Liberdade artística não pode virar licença para hostilizar a fé de milhões de brasileiros”, tem afirmado em manifestações anteriores sobre episódios semelhantes.
O deputado também criticou o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral, que considerou o desfile como expressão cultural, afastando a caracterização de propaganda antecipada.
Para Júlio Cesar Ribeiro, além do debate eleitoral, há um ponto ainda mais sensível: a normalização de representações que ridicularizam ou distorcem referências cristãs em eventos de grande visibilidade nacional.
Na leitura do parlamentar, o desfile combinou dois elementos que merecem atenção técnica:
– Exposição política positiva, com referências a políticas públicas e à figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva;
– Conteúdo simbólico interpretado como ofensivo à fé cristã, sem espaço para pluralidade religiosa ou respeito às tradições.
“Não é apenas um debate sobre política, é um debate sobre respeito. A fé cristã não pode ser tratada como alvo legítimo de escárnio cultural patrocinado pelo Estado”, Ressalta o parlamentar.
Pontos centrais levantados
De forma objetiva, Júlio Cesar Ribeiro e parlamentares da bancada conservadora sustentam que:
– Há recorrência de críticas e representações negativas à fé cristã em espetáculos culturais recentes, o que indicaria padrão e não fato isolado;
– O uso de recursos públicos exige neutralidade religiosa e política, princípio que, segundo eles, estaria sendo tensionado;
– A ausência de contraponto ou contextualização histórica transforma manifestação artística em narrativa ideológica;
– A ampla transmissão nacional potencializa o impacto simbólico, atingindo milhões de espectadores;
O respeito às crenças religiosas é cláusula constitucional, assim como a liberdade artística, exigindo equilíbrio entre ambos.
Público, solicitando que sejam avaliados:
o eventual desvio de finalidade do financiamento cultural; e a compatibilidade do conteúdo com os princípios da administração pública, especialmente o da neutralidade e do respeito à diversidade religiosa.
Para Júlio Cesar Ribeiro, o episódio reforça alertas que ele já vem fazendo há meses: “A fé cristã está sendo tratada como caricatura, enquanto o Estado banca o espetáculo. Isso não é diversidade; é desequilíbrio”.
Por ora, o caso permanece no campo do debate político e jurídico, sem decisão definitiva sobre irregularidade. Mas a crítica do parlamentar amplia o foco: não se discute apenas política no Carnaval discute-se também fé, limites e o papel do Estado naquilo que escolhe financiar.
Fonte : Blog Olhar Digital









