Ibaneis Rocha fortalece Celina Leão e sela a maior base partidária da história recente do DF para 2026

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Em um movimento raro na política brasiliense e praticamente inédito na relação entre governador e vice Ibaneis Rocha consolida um robusto arco de alianças que, a partir de 2026, estará integralmente nas mãos da vice-governadora Celina Leão. O gesto, calculado e estratégico, projeta Celina como a figura feminina mais influente do tabuleiro político do Distrito Federal na corrida rumo às eleições estaduais.

Uma herança política sem precedentes

Celina Leão receberá a maior base partidária construída no DF desde a redemocratização. Com forte trânsito no centro-direita e na direita brasiliense grupos que enfrentam reestruturação após a prisão definitiva de Jair Bolsonaro, ela passa a liderar uma coalizão com MDB, PP, União Brasil, Republicanos, PL, PSD, Podemos e PRTB.

Todos esses partidos, juntos, representam uma força eleitoral superior à soma das últimas três composições de governo no Buriti, tornando Celina o nome mais competitivo do campo conservador para 2026.

A relação mais sólida entre governador e vice na história do DF

A sintonia entre Ibaneis e Celina é vista como ponto-chave do atual cenário. Analistas políticos consideram essa convivência a mais harmoniosa já registrada no Distrito Federal. Ibaneis confiou a Celina não apenas agendas administrativas, mas decisões estratégicas, viagens oficiais e articulações políticas algo raro em gestões anteriores.

A comparação histórica evidencia o diferencial dessa parceria:

  • Benedito Domingues impedido por Roriz de entrar no Palácio.
  • Maria de Lurdes Abadia, abandonada pelo mesmo Roriz em plena campanha.
  • Renato Santana, que acusou Rodrigo Rollemberg de perseguição e racismo.

A relação Ibaneis – Celina destoou completamente desse histórico de conflitos, tornando-se um ativo político determinante para 2026.

Ibaneis deixa o governo em abril de 2026

O governador irá se desincompatibilizar do cargo para disputar uma vaga no Senado. Até sua saída, Celina deve assumir o governo repetidas vezes prática que já virou rotina na atual gestão.

A partir do momento em que assumir de forma interina, ela terá a missão de manter coesa a base partidária que herdou.

Tensões internas: o PL como ponto de atenção

Apesar do amplo apoio, Celina precisará navegar por águas turbulentas dentro do PL, onde lideranças tradicionais como Alberto Fraga e Izalci Lucas, ambos em final de carreira política articulam para inflar o nome de Bia Kicis como alternativa e estimular uma ruptura com o grupo governista.

Celina, entretanto, tem mostrado habilidade para diálogo e articulação “no varejo”, ouvindo lideranças, prefeitos comunitários, presidentes partidários e movimentos sociais.

O desafio para 2026: manter a hegemonia construída por Ibaneis

A estratégia é clara: evitar dispersão, neutralizar tensões internas e preservar a unidade da maior força partidária já formada no DF. Caso tenha êxito, Celina Leão poderá não apenas ser eleita governadora, mas redefinir o protagonismo feminino na política brasiliense algo que não ocorre no Distrito Federal há quase duas décadas.

Com a saída programada de Ibaneis Rocha e a ascensão inevitável de Celina Leão, o Distrito Federal entra em uma nova fase política. A relação de confiança entre ambos, somada ao maior bloco partidário já construído, coloca Celina como peça central na sucessão ao Buriti.

O que está em jogo não é apenas uma eleição, mas a continuidade de um projeto político sólido, pragmático e estrategicamente estruturado.

Fonte: Blog Olhar Digital