O Brasil real não vive de tapete vermelho. Não vive de aplausos em Hollywood, nem de discursos confortáveis feitos a milhares de quilômetros da fome, do desemprego e da corrupção que continuam sangrando os cofres públicos.
Ainda assim, parte da elite artística insiste em posar como consciência moral da nação enquanto se beneficia exatamente do sistema que diz combater.
O ator Wagner Moura, alçado novamente ao noticiário após reconhecimento internacional como o Globo de Ouro, decidiu usar o momento não para falar do Brasil que sofre, mas para atacar politicamente Jair Bolsonaro, rotulando-o com adjetivos fortes enquanto ignora convenientemente a realidade estrutural do país.
Dinheiro público, discurso privado
O mesmo ator que hoje se coloca como paladino moral é beneficiário direto de um sistema sustentado por milhões de reais do contribuinte, via mecanismos ligados à Ancine, órgão vinculado ao Ministério da Cultura.
Não se trata de teoria, nem de narrativa. Trata-se de orçamento público. Trata-se de dinheiro que sai do bolso do trabalhador o mesmo trabalhador que não pisa em festivais internacionais, não recebe prêmios estrangeiros e não tem microfone global para reclamar da “democracia”.
Fascismo seletivo, corrupção conveniente
Chamar adversários políticos de fascistas virou moda. Fácil. Difícil é apontar o dedo para os verdadeiros escândalos que marcaram a história recente do país.
Difícil é falar sobre os bilhões desviados, os esquemas de corrupção institucionalizada, os acordos de bastidores e a destruição econômica promovida por governos alinhados ao Partido dos Trabalhadores partido amplamente defendido por setores da classe artística.
• Sobre isso, silêncio.
• Nenhuma indignação.
• Nenhuma crítica.
• Nenhuma revolta.
Troféu não mata fome
Enquanto artistas celebram reconhecimento internacional, o Brasil volta a figurar no mapa da fome. Crianças passam necessidade. Famílias sobrevivem de auxílios mínimos. Hospitais operam no limite. Escolas carecem do básico.
E o que a militância cultural oferece como resposta?
• Um troféu.
• Um discurso ensaiado.
• Uma fala ideológica distante da realidade das periferias.
Arte ou projeto de poder?
A cultura brasileira, infelizmente, foi sequestrada por um projeto político. Quem se alinha, recebe incentivo, visibilidade e financiamento. Quem questiona, é cancelado, silenciado ou rotulado. O problema não é o artista ganhar prêmio.O problema é usar dinheiro público para inflar egos, sustentar militância e atacar parte da população que paga a conta.
Um Brasil que não se vê representado
O brasileiro comum não se enxerga nesse discurso. Não se sente defendido. Não se sente respeitado. Vê apenas mais um privilegiado falando de moral, enquanto protege os próprios interesses e fecha os olhos para a corrupção que destruiu sonhos, empregos e esperanças.
A verdade incômoda
O reconhecimento internacional pode até enaltecer carreiras individuais.
Mas não constrói hospitais, não combate a fome, não limpa a corrupção e não representa o povo brasileiro.
O Brasil não precisa de militância premiada. Precisa de responsabilidade, verdade e respeito com o dinheiro público. Precisa parar de aplaudir quem vive do sistema enquanto finge combatê-lo. Esse não é um troféu de mérito.
É o símbolo de um abismo entre a elite ideológica e o povo que sustenta tudo isso.
Fonte: Blog Olha Digital









