O novo pedido de impeachment apresentado contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, nesta quarta-feira (11), provocou forte reação política e jurídica em Brasília.
Protocolado na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) pelos partidos Partido Socialismo e Liberdade (PSol) e Rede Sustentabilidade, o pedido foi imediatamente classificado pelo governador e por sua defesa como uma iniciativa sem embasamento jurídico e marcada por forte motivação política.
Ibaneis foi direto ao comentar o episódio, afirmando que a tentativa não passa de mais um movimento de desgaste político contra sua gestão.
“Será mais um pedido de impeachment sem futuro. Não tem embasamento fático nem jurídico. É apenas politicagem baixa”, declarou Ibaneis Rocha.
Defesa afirma inexistência de qualquer irregularidade
A defesa do governador também reagiu com firmeza às acusações apresentadas pelos partidos de oposição. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, um dos mais renomados criminalistas do país, classificou a iniciativa como uma tentativa de transformar disputa política em processo institucional.
“Trata-se de uma questão 100% política. Não há absolutamente nada de jurídico que sustente esse pedido”, afirmou Kakay.
Segundo a defesa, os argumentos apresentados no pedido de impeachment ignoram um ponto fundamental: o governador se afastou completamente de seu escritório de advocacia ainda em 2018, antes de assumir o Governo do Distrito Federal, não tendo qualquer participação em negociações realizadas posteriormente.
A defesa também destacou que Ibaneis jamais participou de reuniões, tratativas ou contratos envolvendo representantes da empresa Reag Investimentos, mencionada no pedido protocolado na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Tentativa de desgaste político
Nos bastidores da política local, aliados do governador avaliam que a iniciativa da oposição faz parte de uma estratégia de desgaste político contra um governo que mantém protagonismo na política do Distrito Federal.
Parlamentares próximos ao Palácio do Buriti afirmam que o pedido repete uma prática comum no ambiente político brasileiro: utilizar o instrumento do impeachment como ferramenta de pressão política, mesmo quando não há caracterização clara de crime de responsabilidade.
Especialistas em direito constitucional lembram que um processo de impeachment exige provas concretas de irregularidades graves, além de demonstração clara de violação às normas administrativas ou constitucionais elementos que, segundo a defesa do governador, não aparecem no pedido apresentado pelos partidos.
Governo segue trabalhando
Enquanto a tentativa de impeachment repercute no ambiente político, aliados de Ibaneis Rocha afirmam que a gestão segue focada em projetos estruturantes para o Distrito Federal, com investimentos em infraestrutura, mobilidade, saúde e desenvolvimento econômico.
Para integrantes da base governista na Câmara Legislativa do Distrito Federal, o episódio tende a perder força rapidamente diante da ausência de provas e da consistência jurídica da defesa apresentada.
Nos corredores do poder em Brasília, a avaliação predominante entre aliados é clara: o pedido dificilmente prosperará e deve acabar arquivado, reforçando a leitura de que a iniciativa representa mais um capítulo da disputa política do que uma acusação com sustentação legal contra o governador Ibaneis Rocha.
Fonte: Blog Olhar Digital









