A primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha, reacendeu um debate urgente sobre a forma como histórias de violência e tragédias pessoais vêm sendo divulgadas nas redes sociais e em parte da mídia digital.
Em publicação recente, ela destacou que a exposição excessiva com imagens repetidas, detalhes íntimos e identificação das vítimas pode transformar dor em espetáculo e curiosidade em referência.
Segundo Mayara, a criminologia e áreas da psicologia social já apontam que a superexposição de crimes pode estimular comportamentos distorcidos e influenciar pessoas emocionalmente fragilizadas.
“Quando se repete a cena, se mostra o rosto, se explora a intimidade, corre-se o risco de alimentar mentes já vulneráveis”, alertou.
CLIQUEM AQUI: VEJAM NA ÍNTEGRA https://www.instagram.com/reel/DVABj2LiTWl/?igsh=NTFqdWR1cjJ0ZXkw
Entre o direito à informação e a responsabilidade social
A manifestação da primeira-dama traz à tona um dilema contemporâneo: como informar sem ferir a dignidade das vítimas ou incentivar a banalização da violência?
Especialistas defendem que o jornalismo deve cumprir seu papel informativo, mas com critérios éticos claros evitando sensacionalismo, preservando identidades quando necessário e contextualizando os fatos de forma educativa.
Mayara Noronha reforçou que é “hora de discutir limites e critérios” na divulgação dessas histórias, propondo uma reflexão coletiva entre comunicadores, autoridades e sociedade civil.
Para ela, o foco deve estar na prevenção, na conscientização e no fortalecimento de políticas públicas de proteção, e não na exploração emocional dos casos.
Impacto nas redes e repercussão social
A fala da primeira-dama repercutiu amplamente, especialmente em plataformas como Instagram e WhatsApp, onde vídeos e imagens circulam com velocidade e pouca filtragem. Internautas e profissionais da comunicação passaram a debater a necessidade de códigos de conduta mais rígidos para a cobertura de crimes e situações traumáticas.
Organizações ligadas aos direitos humanos e à proteção da infância e juventude também apoiaram a posição de Mayara, ressaltando que a repetição de cenas violentas pode gerar dessensibilização social e até servir de gatilho para novos episódios.
Um chamado à responsabilidade coletiva
Ao levantar o tema, Mayara Noronha não apenas se posiciona como representante institucional, mas como voz ativa em defesa de uma comunicação mais humana.
Sua fala sinaliza que o Distrito Federal precisa avançar na construção de uma cultura de informação que respeite vítimas, evite o estímulo à violência e promova reflexão, e não voyeurismo.
A discussão, segundo ela, deve ser permanente: “Informar é necessário. Expor sem critério, não”.
Fonte: Blog Olhar Digital









