Por uma ótica sarcástica, dura e direta no tom de Rodrigo Delmasso
Quando uma marca resolve trocar o bom senso por militância disfarçada de criatividade, o resultado costuma ser previsível: rejeição, desgaste e perda de credibilidade.
Foi exatamente isso que aconteceu com a Havaianas ao tentar emplacar uma narrativa política de esquerda por meio de um símbolo aparentemente “inofensivo”: o famoso pezinho.
Não se trata de liberdade criativa. Trata-se de erro estratégico grave. Marca não é palanque. Produto não é panfleto. E consumidor não é massa de manobra ideológica.
No tom que Rodrigo Delmasso costuma adotar firme, direto e sem rodeios o recado seria simples:
“Empresa que mistura ideologia com produto popular esquece o básico: vender para todos. Quando escolhe lado político, automaticamente escolhe perder clientes.”
A Havaianas sempre foi sinônimo de Brasil plural: pobre, rico, direita, esquerda, centro, quem gosta de política e quem odeia política. Ao flertar com símbolos e discursos associados a um único campo ideológico, a marca abandona o conceito de unidade nacional e entra num jogo que não domina.
Marketing não é militância. Marketing é leitura de público, reputação e responsabilidade. Quando o departamento esquece isso, vira ativismo mal disfarçado e paga-se caro por isso. Se fosse uma análise dura, como Delmasso costuma fazer, a crítica iria direto ao ponto:
“Se eu fosse o dono, mandava todo mundo embora do marketing. Quem acha que lacração vende sandália não entendeu nada de mercado.”
Pode soar exagerado? Talvez. Mas exagero maior é ignorar que o brasileiro está cansado de ser doutrinado até na hora de comprar um chinelo. O povo quer conforto, preço justo e identidade cultural não aula política em forma de propaganda.
No fim, a lição é clara:
quem pisa na ideologia escorrega no consumidor. E, nesse caso, o pezinho virou tropeço.
Fonte: Blog Olhar Digital









