A política do Distrito Federal vive um momento histórico e de forte simbolismo institucional. Em sessão solene realizada nesta segunda-feira (30), a Câmara Legislativa do Distrito Federal oficializou a transmissão de cargo do Governo do DF, consolidando a posse de Celina Leão como nova chefe do Executivo local.
A mudança ocorre após a renúncia do então governador Ibaneis Rocha, formalizada no último sábado (28), encerrando um ciclo de mais de sete anos à frente da administração da capital do país.
Posse marca continuidade e novo ciclo político
A cerimônia seguiu o rito constitucional previsto para substituição definitiva no comando do Executivo. Com a saída de Ibaneis, coube à vice-governadora assumir integralmente o governo, garantindo a continuidade administrativa até 6 de janeiro de 2027.
Em discurso marcado por emoção e senso de responsabilidade, Celina Leão destacou que sua posse representa mais do que um ato formal:
Hoje não é apenas uma posse, é a confirmação de um propósito.Com quase três décadas de vida pública, a nova governadora reforçou o compromisso com equilíbrio, firmeza e sensibilidade social pilares que devem nortear sua gestão.
Reconhecimento e legado de Ibaneis Rocha
Durante a solenidade, Ibaneis Rocha fez questão de enaltecer a sucessora, destacando sua capacidade técnica e política:
“Ela conhece a máquina administrativa, tem firmeza nas decisões e sensibilidade com quem mais precisa.”
O ex-governador também ressaltou o legado de sua gestão, citando avanços em áreas como saúde, educação, segurança, mobilidade e infraestrutura, além de um período de estabilidade política no DF.
Primeiras medidas: foco total na saúde pública
Já em seus primeiros atos como governadora, Celina Leão sinalizou prioridades claras. A principal delas é o fortalecimento da saúde pública.
A chefe do Executivo anunciou o remanejamento de recursos do orçamento inicialmente destinados às comemorações do aniversário de Brasília para a contratação imediata de profissionais de saúde, especialmente médicos da atenção básica.
A medida visa:
Reforçar equipes nas unidades de saúde
Ampliar o atendimento à população
Responder rapidamente às demandas mais urgentes
Segundo Celina, o momento exige decisões firmes:
“A população quer uma saúde pública que funcione, e é isso que estamos colocando como foco imediato.”
Trajetória consolidada na política
Formada em Direito, Celina Leão construiu uma carreira sólida e crescente na política do DF:
Eleita deputada distrital em 2010, com três reeleições consecutivas
Presidente da CLDF entre 2015 e 2016 Deputada federal eleita em 2018 Vice-governadora eleita em 2022, ao lado de Ibaneis Rocha
Sua atuação sempre esteve ligada a pautas como segurança pública, desenvolvimento social e políticas para as mulheres bandeiras que tendem a ganhar ainda mais protagonismo em sua gestão.
Um novo comando, com expectativa elevada
O presidente da CLDF, Wellington Luiz, resumiu o sentimento predominante entre autoridades e lideranças políticas:
“A régua está alta, mas Celina está acostumada com desafios e pode elevá-la ainda mais.
”A cerimônia reuniu parlamentares, representantes do governo e diversas autoridades, marcando oficialmente a transição de poder e abrindo um novo capítulo na política do Distrito Federal”.
Análise: estabilidade e desafio
A posse de Celina Leão ocorre em um cenário de continuidade administrativa, mas também de alta expectativa popular.
Se por um lado há um legado consolidado, por outro, a nova governadora assume com o desafio de imprimir sua própria marca de gestão, especialmente em áreas sensíveis como saúde pública.
O movimento inicial priorizando recursos para atendimento básico indica um governo com foco social imediato e pragmatismo na gestão.
A chegada de Celina Leão ao comando do DF não representa apenas uma transição institucional, mas o início de uma nova fase política. Com experiência, respaldo político e conhecimento da máquina pública, a governadora assume com a missão de manter avanços e responder às demandas urgentes da população.
O Distrito Federal, agora sob nova liderança, entra em um período decisivo que deve definir os rumos da gestão pública até 2027.









