ÚLTIMAS NOTÍCIAS — A NOVA ORDEM GLOBAL ESTÁ SENDO DECLARADA EM VOZ ALTA

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Por: Demis Viana – “Mundo Secreto”

Uma mudança profunda no equilíbrio de poder internacional está sendo anunciada sem rodeios por autoridades norte-americanas. A frase “América Primeiro não é um slogan. É a estratégia”, atribuída ao senador Marco Rubio, sintetiza o tom de uma nova fase da política externa dos Estados Unidos e reforça a percepção de que a antiga ordem global, baseada em organismos multilaterais e consensos amplos, entrou em processo de substituição.

Segundo Rubio, já existem conversas reservadas entre Washington e aliados estratégicos sobre a redefinição de alianças, a recalibração de influências e o reposicionamento do papel americano no mundo.

A diretriz é clara: os interesses nacionais passam a ter prioridade absoluta sobre compromissos abstratos de governança global.

Fim da governança globalista
Ao declarar que “não podemos mais colocar a chamada ordem global acima dos interesses nacionais”, Rubio sinaliza o encerramento de um modelo que, na visão de setores conservadores, favorecia instituições supranacionais distantes da vontade dos povos.

O discurso aponta para um retorno ao protagonismo dos Estados soberanos como gestores diretos do poder político, militar e econômico.

Nesse contexto, a reorganização do sistema internacional tende a se estruturar em torno de três grandes polos: Estados Unidos, China e Rússia. Esses blocos concentrariam as principais decisões estratégicas, com pactos e acordos negociados diretamente entre as superpotências.

Instituições sob nova direção
Rubio não defende a extinção das instituições globais, mas sua reformulação.

Na prática, isso significa novas diretrizes, nova hierarquia de poder e mudança de liderança. A United Nations, por exemplo, perderia a centralidade como mediadora principal dos conflitos internacionais, passando a atuar sob a influência direta das grandes potências.

Em recente pronunciamento, o senador avaliou que a ONU teve “papel nulo” nas principais crises recentes, o que reforça a tese de que o multilateralismo tradicional está esgotado.

Ucrânia e realismo geopolítico
Sobre o conflito na Ucrânia, Rubio afirmou que os EUA trabalham ativamente para viabilizar negociações reais, com nova rodada de conversas prevista e foco na redução dos principais pontos de atrito, inclusive considerando interesses russos.

A abordagem é descrita como “realismo geopolítico”, priorizando acordos viáveis em vez de discursos ideológicos.

Europa entre adaptação e fragmentação
O senador também abordou as relações com a Europa, afirmando que divergências atuais decorrem da preocupação americana com o futuro do continente.

Em discurso que recebeu aplausos na Alemanha, Rubio defendeu fronteiras mais rígidas, preservação cultural, valores ocidentais e maior responsabilidade da aliança europeia em temas como migração e energia.

A mensagem foi interpretada como um recado direto: a Europa terá de escolher entre se adaptar à nova ordem, fragmentar-se sob influência externa ou tentar se consolidar como bloco soberano, afastando-se do antigo multilateralismo elitista.

Uma transição irreversível

O cenário descrito por Rubio aponta para uma reorganização do poder global baseada em soberania, força estratégica e negociação direta entre Estados. Sai o modelo centrado em burocracias internacionais; entram as nações com poder real de decisão.

A chamada “nova ordem” já está em movimento e, segundo essa visão, não será definida por organismos multilaterais, mas por acordos entre superpotências e Estados soberanos. Para defensores dessa transição, trata-se menos de caos e mais de uma redistribuição clara do poder mundial um novo tabuleiro onde apenas os mais fortes definirão as regras do jogo.