Plano apresentado por Celina Leão prevê novas conexões entre regiões como Gama, Santa Maria, Ceilândia, Taguatinga e o Plano Piloto, com integração entre metrô e VLT
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), apresentou nesta quarta-feira (16) um projeto de expansão da mobilidade urbana estimado em mais de R$ 29 bilhões. A proposta prevê a ampliação da rede metroviária e a implantação de novos trechos de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com a intenção de criar uma rede integrada de transporte sobre trilhos no Distrito Federal.
O anúncio foi feito durante coletiva no Palácio do Buriti. Segundo as informações apresentadas pelo governo, as intervenções poderão ser executadas em um período estimado entre quatro e oito anos.
A proposta está estruturada para conectar diferentes regiões administrativas ao Plano Piloto e ampliar as possibilidades de integração entre os sistemas de transporte.
Nova Linha 2 deverá conectar região Sul ao centro de Brasília
Um dos principais eixos anunciados é a Linha 2 do Metrô-DF, planejada para atender principalmente a região Sul.
O traçado apresentado contempla aproximadamente 79,8 quilômetros, com passagem por Santa Maria, Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Candangolândia e Núcleo Bandeirante, chegando à região central de Brasília.
O projeto também prevê conexões com áreas como o Congresso Nacional, Catetinho e a Estação Asa Sul.
De acordo com as projeções apresentadas, a nova linha poderá atender aproximadamente 239,9 mil passageiros por dia.
Outro ponto destacado é a possibilidade de conexão com o Polo JK, nas proximidades de Valparaíso de Goiás, criando uma alternativa de deslocamento que também poderá beneficiar moradores da região do Entorno.
Integração entre metrô e VLT
A proposta apresentada pelo governo tem como um dos seus principais conceitos a integração entre diferentes modalidades de transporte.
A intenção é permitir que o passageiro utilize metrô e VLT dentro de uma mesma rede, facilitando deslocamentos que atualmente exigem conexões por ônibus ou outros meios.
Durante a apresentação, Celina Leão afirmou que os projetos foram concebidos de maneira articulada para que diferentes linhas possam se conectar.
A ideia, segundo a governadora, é ampliar as possibilidades de deslocamento entre regiões que atualmente não possuem ligação direta por transporte sobre trilhos.
VLT entre o Aeroporto e o Noroeste
Outro eixo previsto é o VLT 1, planejado para ligar o Aeroporto de Brasília à região do Noroeste, passando pela W3.
O projeto prevê aproximadamente 22 quilômetros de extensão.
A proposta tem como objetivo ampliar a oferta de transporte coletivo na região central e criar uma alternativa de deslocamento para moradores, trabalhadores e usuários que circulam pelo Plano Piloto.
O projeto também está relacionado à estratégia de ampliar o uso do transporte coletivo e reduzir a dependência do transporte individual.
Ceilândia e Taguatinga também entram no projeto
O terceiro eixo anunciado contempla o chamado VLT 3, com ligação entre Ceilândia e Taguatinga.
O trajeto deverá passar pela Estação Ceilândia, Avenida Hélio Prates e Terminal do Sol Nascente.
A estimativa apresentada é de que o sistema possa beneficiar aproximadamente 100 mil pessoas diariamente.
A inclusão desse corredor amplia a abrangência territorial do projeto e conecta duas das regiões mais populosas do Distrito Federal por meio de um sistema de transporte sobre trilhos.
Investimentos e fontes de financiamento
Para viabilizar o projeto, o governo prevê a busca de recursos junto a empresas e investidores internacionais, com expectativa de avanço das tratativas a partir do próximo ano.
Outra alternativa mencionada pela governadora é a utilização de receitas provenientes da venda de terrenos públicos considerados vazios, como uma das estratégias para gerar recursos destinados aos investimentos.
O volume estimado de R$ 29 bilhões coloca o projeto entre os maiores planos de infraestrutura de mobilidade já anunciados para o Distrito Federal. A efetiva execução, entretanto, dependerá das etapas de planejamento, estudos, modelagem financeira, contratação e obtenção dos recursos necessários.
Uma nova lógica para a mobilidade do DF
Mais do que a construção de novas linhas isoladas, a proposta apresentada nesta quarta-feira busca estruturar uma rede integrada de transporte sobre trilhos, conectando regiões periféricas, áreas centrais e pontos estratégicos do Distrito Federal.
Caso seja implementado conforme o planejamento apresentado, o projeto poderá alterar significativamente os deslocamentos entre o Sul, o Oeste e a região central de Brasília, além de ampliar a integração com áreas próximas ao Entorno.
O anúncio ocorre em um momento em que a expansão do transporte sobre trilhos ocupa espaço importante na agenda de infraestrutura do Distrito Federal. Na véspera, Celina Leão já havia mencionado a possibilidade de desenvolvimento de novas áreas habitacionais próximas às futuras extensões metroviárias.
As informações sobre o projeto de R$ 29 bilhões foram divulgadas pelo Metrópoles nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026.









