Candidato petista adota nova apresentação para o número 13 no segundo turno contra Celina Leão. Mudança nas cores e menor destaque à estrela do partido levantam questionamentos sobre a estratégia de comunicação para conquistar novos eleitores.
Por Eduardo Magregor | Jornalismo Político
Brasília, 12 de outubro de 2026
A campanha eleitoral para o Governo do Distrito Federal ganhou um novo capítulo de discussão política. Desta vez, o centro da controvérsia não está em uma proposta de governo, declaração pública ou confronto entre candidatos, mas em algo aparentemente simples: a mudança das cores utilizadas na propaganda eleitoral de Leandro Grass (PT).
Segundo reportagem publicada pelo Portal DF Soberano, no último sábado (10), o candidato petista passou a utilizar uma identidade visual na qual o tradicional vermelho do Partido dos Trabalhadores perdeu espaço para o laranja. O número 13, historicamente associado à legenda, também apareceu com a nova tonalidade, enquanto a estrela do PT deixou de ocupar posição de destaque na peça analisada.
A alteração provoca uma pergunta no cenário político brasiliense: o que representa a decisão de modificar a apresentação visual de uma candidatura justamente na reta final da disputa eleitoral?
A MUDANÇA DE CORES E O DESAFIO DO SEGUNDO TURNO
De acordo com os números apresentados pela reportagem original, Celina Leão (PP) encerrou o primeiro turno com 49,93% dos votos válidos, enquanto Leandro Grass registrou 34,47%.
Diante desse cenário, o segundo turno representa uma nova etapa de comunicação para as duas candidaturas, que precisam dialogar com eleitores de diferentes segmentos políticos.
A adoção de novas cores pode integrar uma estratégia de ampliação da identidade visual de uma campanha, buscando estabelecer conexões com públicos que não se identificam necessariamente com os símbolos tradicionais de determinado partido.
Entretanto, a mudança estética não altera a filiação partidária, o número eleitoral ou as alianças políticas oficialmente estabelecidas.
Leandro Grass permanece candidato pelo Partido dos Trabalhadores, legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e continua utilizando o número 13 nas urnas.
CADÊ O VERMELHO? A PERGUNTA QUE GANHOU REPERCUSSÃO
O Portal DF Soberano abordou o episódio com o título “Cadê o vermelho, companheiro? Grass pinta o 13 de laranja e deixa a estrela do PT de fora da campanha”.
A publicação, assinada pelo jornalista Cláudio Ulhoa, utilizou um tom crítico e irônico para questionar a alteração na propaganda eleitoral.
A reportagem chamou atenção para o contraste entre a nova apresentação visual e a identidade histórica do PT, tradicionalmente marcada pelo vermelho e pela estrela.
A observação abre espaço para um debate sobre a relação entre comunicação eleitoral e identidade partidária.
Até que ponto uma campanha pode modificar seus símbolos visuais sem alterar a percepção pública sobre o projeto político que representa?
A resposta depende de fatores que ultrapassam as cores de uma peça publicitária, incluindo propostas, alianças, histórico dos candidatos e avaliação dos eleitores.
O NÚMERO CONTINUA 13 E A IDENTIDADE PARTIDÁRIA PERMANECE
Independentemente das mudanças de apresentação, a candidatura de Leandro Grass permanece vinculada ao PT.
O vermelho e a estrela são elementos históricos da comunicação do partido, mas sua utilização em materiais eleitorais pode variar conforme a estratégia adotada por cada campanha.
O uso do laranja, por si só, não comprova uma tentativa de ocultar a identidade partidária. Essa interpretação, presente no debate político, precisaria ser confrontada com esclarecimentos da própria coordenação de campanha.
Da mesma forma, a mudança visual não permite concluir, isoladamente, que houve alteração nas propostas defendidas pelo candidato.
A questão central é compreender se a nova comunicação representa apenas uma reformulação estética ou uma tentativa de ampliar o diálogo com o eleitorado no segundo turno.
CELINA LEÃO E LEANDRO GRASS DISPUTAM TAMBÉM A NARRATIVA POLÍTICA
Enquanto Celina Leão busca apresentar sua trajetória administrativa, suas realizações e alianças, Leandro Grass enfrenta o desafio de comunicar suas propostas e ampliar seu alcance eleitoral.
A disputa envolve diferentes visões sobre a administração do Distrito Federal e temas diretamente relacionados à vida da população, como saúde, segurança, mobilidade urbana, educação, geração de empregos e desenvolvimento econômico.
Nesse contexto, a identidade visual integra um conjunto mais amplo de decisões estratégicas.
A mudança das cores de uma campanha pode chamar atenção, gerar comentários e alimentar debates nas redes sociais, mas a avaliação política exige observar também o conteúdo das propostas apresentadas.
NO DIA 25 DE OUTUBRO, A ESCOLHA SERÁ SOBRE PROJETOS DE GOVERNO
Com a votação do segundo turno marcada para 25 de outubro, a discussão sobre o vermelho, o laranja e a estrela do PT acrescenta mais um elemento à campanha eleitoral no Distrito Federal.
A controvérsia evidencia como símbolos, cores e mensagens publicitárias podem adquirir importância no ambiente político, especialmente em uma disputa marcada pela polarização nacional.
No entanto, a identidade partidária de Leandro Grass permanece a mesma, independentemente da tonalidade utilizada em sua propaganda.
Para o eleitor, o desafio é avaliar o conjunto das informações disponíveis, comparar propostas e acompanhar as explicações apresentadas pelas candidaturas.
A campanha pode mudar de cor. O debate sobre o futuro do Distrito Federal, porém, vai muito além da aparência das peças publicitárias.









