ILUSÃO DOENTIA: Tarado do Parque em depoimento à PCDF: “Estupros são teoria da conspiração”

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João Batista Bispo chegou a afirmar que os remédios usados para dopar as vítimas haviam sido plantados em sua casa por garotos de programa.

Encarcerado há 20 dias em uma cela na ala de criminosos sexuais do Complexo Penitenciário da Papuda, o estuprador em série João Batista Alves Bispo, 41 anos, conhecido como Tarado do Parque, prestou novo depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Em prisão preventiva, o suspeito afirmou aos investigadores da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) que os 13 estupros nos quais ele é apontado como autor não passam de “teoria da conspiração”.

“Nunca comprei esses medicamentos e jamais tive receita médica para conseguir ter acesso nas farmácias. Esses remédios foram deixados na minha casa por alguns garotos de programa que passavam as noites lá”, disse.

Ao levar o suspeito da Papuda para a delegacia, a fim de ouvi-lo novamente, os policiais esperavam que João Batista, enfim, confessasse os crimes e revelasse detalhes sobre a dinâmica dos ataques e a identidade de possíveis outras vítimas. No entanto, durante toda a oitiva, o cozinheiro rechaçou com uma série de álibis cada prova colhida pelos investigadores no andamento das apurações.

Em uma das afirmações, o maníaco chegou a ressaltar que o medicamento usado para dopar as vítimas, aplicando o golpe conhecido como “Boa noite, Cinderela”, havia sido plantado em sua casa por garotos de programa que frequentavam a residência.

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Morador de rua

Na versão do acusado, boa parte das provas apreendidas pela PCDF no interior da residência alugada por João Batista, em Planaltina, também teriam sido deixadas lá pelo verdadeiro autor dos crimes. Segundo o cozinheiro, alguns objetos, como o par de tênis que pertencia ao homem encontrado morto em 20 de janeiro, no Parque da Cidade, foram deixados no local por um homem chamado Adriano.

rapaz estava morando na rua há alguns dias, perto de onde eu morava. Acabei levando ele para dentro de casa e ficamos juntos por cinco dias. Ele chegou na minha casa calçado com esse tênis”, afirmou o investigado ao delegado adjunto Maurício Iacozzilli.

Questionado sobre o fato de os vizinhos ouvidos pela polícia nunca terem visto pessoas entrando e saindo da casa, o cozinheiro justificou que os encontros amorosos sempre ocorriam durante as madrugadas, já que o senhorio do imóvel não permitia visitas.

remédios. Não tenho ligação com esses estupros. Eu me envolvia com homens que frequentam os estacionamentos do Parque da Cidade, muitos deles casados, mas nunca estuprei ninguém”, garantiu, em depoimento.

De acordo com Iacozzilli, não existe coesão nem materialidade nas afirmações do Tarado do Parque. “Além das provas apreendidas, todos foram categóricos em dizer que João Batista era extremamente solitário e não mantinha relacionamento amoroso com parceiros fixos. As relações eram furtivas e ocorriam planejadas por ele já dopando e roubando as vítimas em seguida”, disse o delegado.

João Batista é apontado pela PCDF como um dos estupradores em série mais longevos do DF, tendo atuado, pelo menos, entre 2008 e 2020, até ser preso.

Confira detalhes dos casos em investigação:

Fonte: Metrópole.