Mulher leva soco no rosto durante abordagem policial em Macapá

0
632

Um vídeo amador gravado em Macapá, no Amapá, registrou o momento em que uma mulher negra é agredida por um policial militar. As imagens circulam pelas redes sociais.

Nelas, é possível ouvir a voz da mulher, que assiste à abordagem de dois homens. “Aqui na porta da minha casa, fazendo tudo isso que a gente está vendo”, diz. Em seguida, um dos policiais lhe dá voz de prisão e outro a pega pelo braço.

A mulher não resiste ou tenta fugir. O PM a coloca contra um carro estacionado na rua e lhe dá uma rasteira, mas ela não cai. Depois disso, o policial a prende pelo pescoço e a derruba no chão. Nas imagens, é possível ver que a mulher não tenta resistir, mas segue com seu celular nas mãos. Então, enquanto ela ainda está no chão, o policial lhe dá um soco no rosto, ela grita e o vídeo chega ao fim.

Leia mais:

Sou racista? Você pode não gostar da resposta

Brasileiro reconhece racismo, mas critica ‘politicamente correto’, diz pesquisa

Navamente o Batimento do coração de um buraco negro e capitado por astronomos.

Bretas determina que R$ 237,3 milhões em bens de advogado de Lula sejam bloqueados.

 

Mulher não apresentou resistência, mas foi derrubada no chão e levou soco de PM.

O governador do Amapá, Waldez Góes, se manifestou pelo Twitter neste domingo (20), afirmando ter pedido que os fatos sejam apurados. “Cenas como essa não podem ser toleradas e não podem se repetir”, declarou Góes.

Leia a íntegra da nota:

“As imagens que circulam nas redes sociais, de um policial militar agredindo covardemente uma cidadã, envergonham as forças de segurança e o Estado do Amapá. A cena fica ainda pior pois é recheada de atitudes racistas.

Nossa polícia é historicamente admirada e reconhecida pelo respeito aos cidadãos e tenho certeza absoluta que esse fato é isolado e não reflete a atuação dos milhares de pais e mães de família que diariamente vestem uma farda e se dedicam a proteger e servir nossa população.

Determinei ao Comando Geral da Polícia Militar uma apuração criteriosa e rápida dos fatos mostrados no vídeo. Cenas como essa não podem ser toleradas e não podem se repetir.”

Fonte: Lorena Lara, da CNN.