Deputado distrital e pastor reage à decisão do Ministério da Justiça de atribuir classificação de 12 anos à programação bíblica da Record, questiona os critérios adotados e defende a liberdade religiosa e os valores cristãos.
O deputado distrital Pastor Daniel de Castro (PP) manifestou forte indignação diante da decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública de atribuir classificação indicativa de 12 anos ao programa Record Kids – Desenhos Bíblicos, exibido pela Record.
Conhecido por sua atuação em defesa da família, da liberdade religiosa e dos valores cristãos, o parlamentar utilizou suas redes sociais para questionar a medida e alertar sobre o que considera um preocupante sinal para a formação religiosa das novas gerações.
“Não é sobre classificação. É sobre tirar Jesus da infância dos nossos filhos”, declarou Daniel de Castro.
A manifestação ocorreu após a publicação da Portaria nº 2.272, de 28 de outubro de 2026, que classificou a programação como não recomendada para menores de 12 anos, apesar do pedido de classificação livre apresentado pela emissora.
“É um absurdo!”, dispara Daniel de Castro
Em publicação nas redes sociais, o deputado distrital criticou a decisão e questionou os motivos apresentados pelo Ministério da Justiça.
O documento oficial relaciona quatro descritores de conteúdo: atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito.
Para Daniel de Castro, a classificação de um programa voltado à apresentação de histórias bíblicas para crianças merece explicações mais detalhadas.
“Eles não precisam proibir a Bíblia. Basta colocar um selo de 12 anos num desenho de criança. Que pai vai deixar seu filho de 5 anos assistir algo que a própria TV diz que é impróprio?”, questionou.
O parlamentar argumenta que uma indicação etária mais elevada pode desencorajar pais e responsáveis a permitir que crianças menores assistam às produções, mesmo sem representar uma proibição legal.
Deputado alerta para o futuro das crianças cristãs
O posicionamento do Pastor Daniel de Castro também trouxe à discussão a participação das famílias e das comunidades religiosas na transmissão de valores às novas gerações.
Em uma de suas publicações, o deputado apresentou uma reflexão sobre o futuro da educação cristã:
“O que será das nossas crianças cristãs nos próximos anos?”
Na avaliação do parlamentar, decisões envolvendo conteúdos religiosos infantis precisam ser acompanhadas de atenção pela sociedade, especialmente quando podem influenciar a maneira como os pais escolhem a programação destinada aos filhos.
Daniel também associou a discussão à presença dos cristãos na política.
“E ainda tem quem diga que os cristãos não devem se envolver em política.”
A declaração reforça a visão defendida pelo deputado de que representantes religiosos também devem participar dos debates públicos relacionados à educação, à família e à liberdade de crença.
Classificação de 12 anos gera questionamentos
A decisão do Ministério da Justiça estabeleceu uma classificação diferente daquela solicitada pela Record.
Embora a portaria apresente os descritores utilizados na avaliação, o texto publicado não individualiza os episódios ou as cenas que fundamentaram o enquadramento.
A classificação indicativa brasileira, entretanto, possui caráter informativo. Ela não representa censura nem proíbe que menores de 12 anos assistam à programação. Também há recomendação de exibição de conteúdos dessa faixa etária a partir das 20h, cujo cumprimento é facultativo.
A crítica de Daniel de Castro está relacionada principalmente à interpretação que as famílias poderão fazer da nova indicação e aos possíveis efeitos dessa mudança sobre o acesso das crianças às produções religiosas.
Liberdade religiosa e participação política
Pastor e parlamentar, Daniel de Castro tem a defesa da liberdade religiosa entre as pautas de sua atuação pública.
Ao comentar a decisão, o deputado relacionou o episódio a uma preocupação mais ampla sobre o espaço da fé cristã na sociedade.
“Primeiro tiram da escola. Depois tiram da TV. Depois dizem que é discurso de ódio dentro de casa”, afirmou, apresentando sua interpretação política do episódio.
A declaração expressa o receio do parlamentar de que conteúdos associados à tradição cristã enfrentem crescentes questionamentos em ambientes educacionais e culturais.
O posicionamento também destaca a necessidade de conciliar a proteção de crianças e adolescentes com o respeito à liberdade religiosa e ao direito das famílias de orientar a formação de seus filhos.
Daniel de Castro cobra atenção à decisão
Ao trazer o assunto para o debate público, o deputado distrital Pastor Daniel de Castro coloca em evidência a necessidade de esclarecimentos sobre os critérios técnicos da classificação atribuída à programação bíblica.
Sua manifestação reforça a importância que o parlamentar atribui à participação das famílias cristãs nas discussões sobre educação, cultura e políticas públicas.
Para Daniel de Castro, o episódio representa um alerta sobre a necessidade de acompanhar decisões governamentais que envolvem conteúdos religiosos destinados às crianças.
“Não é sobre classificação. É sobre tirar Jesus da infância dos nossos filhos.”
A frase resume a posição do deputado, que considera indispensável discutir os possíveis impactos da medida e defender o espaço da formação religiosa na vida das famílias brasileiras.
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