Vídeos: imagens mostram últimos momentos de vida da japonesa Hitomi

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A mulher estava a caminho de uma cachoeira, em Abadiânia (GO). Em outra imagem, o suspeito de matá-la aparece de bicicleta.

Momentos antes de ser morta, Hitomi Akamatsu, 43 anos, caminhava em uma estrada de terra, com um colchonete azul na cabeça, nas proximidades da Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), onde atendia o médium João de Deus antes de ser preso.

Ela passa pelas câmeras de vigilância de um hotel no local e desaparece a caminho de uma cachoeira nas proximidades, onde costumava meditar. Em seguida, o acusado pelo crime, Rafael Lima da Costa, 18 anos, aparece em outro vídeo no caminho contrário ao feito pela japonesa. Ele está de bicicleta como se estivesse voltando da cachoeira.

Hitomi Akamatsu foi encontrada morta no último dia 16. O acusado contou aos investigadores que precisava de dinheiro para pagar uma dívida com traficantes da região. Por isso, em 10 de novembro, tentou assaltar Hitomi, que teria reagido. Com medo de ser denunciado, disse que enforcou a vítima com uma camisa e escondeu o corpo.

Assista aos vídeos:

https://youtu.be/jE40TmuChWQ

O laudo cadavérico, ao qual o Metrópoles teve acesso com exclusividade, desmente a versão contada por Rafael Lima da Costa, réu confesso do crime. Segundo o parecer, a morte de Hitomi foi provocada por fratura no crânio em decorrência de golpe na cabeça dado com uma pedra.

A japonesa era sobrevivente do acidente nuclear de Fukushima, ocorrido em 2011, no Japão, e estava desaparecida havia mais de uma semana. “Ela mudou-se para o Brasil havia cerca de dois anos, para fazer um tratamento espiritual na cidade. Segundo informações, ela saiu do Japão, após sobreviver ao acidente da usina de Fukushima, inclusive, por isso, procurou tratamento”, explicou o delegado Albert Peixoto.

Hitomi, que era adepta dos procedimentos espirituais oferecidos pela Casa Dom Inácio Loyola, foi encontrada enterrada próxima a uma cachoeira na propriedade do centro. A Polícia Civil de Goiás (PCGO), no entanto, não faz ligação da morte da estrangeira com as investigações envolvendo o médium, preso e condenado por estupro dentro do centro espiritual.